Crítica “Thor – Amor e Trovão” (2022)

Saiu o trailer de ‘Um Lugar Silencioso – Parte II’
2 de janeiro de 2020

SEM SPOILERS

Até os deuses erram. Gorr (Christian bale), diria mais, diria que sobretudo os deuses erram… Por isso, a gente perdoa Taika Waititi. Depois de “Thor Ragnarok” (2017) o diretor de Jojo Rabbit e “Our Flag Means Death” (2022 – ) virou uma das nossas maiores referências em como fazer um filme de herói. Ao resgatar a franquia “Thor” de uma seriedade maçante e sem forma, Waititi colocou pólvora na receita da Marvel de contar suas histórias e inspirou muitos dos filmes subsequentes. 

Acontece que sua segunda incursão pela história do deus nórdico e da Nova Asgard não foi assim tão bem resolvida. Os arcos da estrutura clássica não funcionam e o filme não oferece uma curva dramática digna da farofagem que se propõe. Se nos disserem que foi uma decisão estética vamos perguntar porque não tomaram uma decisão boa. Sabe, é que o primeiro ato não diz quase nada para além de piadas pouco inspiradas, o segundo ato fica dando voltas em si mesmo e o terceiro se resolve fácil demais para justificar todo o esforço. Numa produção que buscou diferenciar-se de um milhão de parentes próximos, perder um pouco da sua identidade irônica e divertida é uma pena.

Gorr (Christian bale)

Bem, além do arco narrativo pouco atraente, a montagem é outra responsável pelas perdas. Ou mesmo a falta dela. Talvez o montador não soubesse que tinha que fazer um projeto diferente para cada filme. Só assim pra diálogos e ações tão ágeis terem sido montadas como uma conversa de dois personagens num café num fim de tarde. O timing das piadas é perdido, a desenvoltura da cena e a interação entre os personagens perde a força graças à ausência do básico que se espera da montagem. Por sinal, se você vai assistir ao filme levando em conta a edição dos trailers, vai se sentir um bocado frustrado. Isso, os erros de continuidade, o desperdício de uma dimensão inteira e a maquiagem da Natalie Portman, nos fazem pensar que a produção teve algum problema e que precisou ser resolvido com poucos recursos, além de muita coisa ter ficado de fora. Não só do bração da Portman podemos viver, não é mesmo?

Jane Foster / The Mighty Thor (Natalie Portman)

Mas o pior é que ainda assim o filme diverte. Foram dezenas de risadinhas inesperadas, alguns momentos onde seriamente concordamos com Gorr (a marca de um bom vilão) e outros momentos em que só admiramos a atuação Christian Bale e a sua maquiagem, ainda que ela tenha gasto todos os recursos desse departamento. Ah! Ainda existem boas soluções criativas em meio aos desencontros do longa. Apesar de redundante, o segundo ato é sem dúvida belíssimo e sentimos muito termos visto numa sala de cinema ruim e com o som desregulado. Outra coisa que funcionou demais foi a relação entre Jane Foster e Valkiria. Uma pena que não tivemos o suficiente dessas duas e da Valkiria atormentando o Thor e “paquerando” a Jane. Falar em paquera, Korg romântico foi algo que não sabíamos que precisávamos tanto! Agora também queremos dar as mão sobre um vulcão… 

É aquela coisa, Thor – Amor e Trovão não é ruim, mas também não é bom. Caso você seja do time que amou Ragnarok, melhor abaixar a bolinha… e caso você seja chato, sentimos muito. 

Thor – Amor e Trovão estreia dia 7 de julho de 2022 nos cinemas.

NOTA: 3,0 / 5,0

Redação Escrocríticas
Redação Escrocríticas
O Escrocríticas é uma página de críticas, artigos e notícias sobre cinema e séries. Nossa proposta é abordar de maneira descontraída o texto crítico, aproximando o público do nosso olhar analítico sobre o audiovisual.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

T.J. Hockenson Jersey