Robin-Hood: A Origem

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Esqueça o que você conhece sobre Robin-Hood e prepare-se para conhecer o homem por trás do capuz e tudo, e todos, que o motivam a “roubar dos ricos e dar aos pobres”. O novo longa desse herói das antigas aborda uma narrativa mais próxima do conto original, mais raiz, por assim dizer. Calma, dissemos mais próxima, e não igual. Com muitos floreios e livres adaptações da história original, “Robin-Hood: A Origem” (2018) como o próprio nome sugere, traz as origens do personagem mostrando todo seu processo de transformação.

A obra apresenta uma boa montagem, principalmente no que diz respeitos as sequências de ação, as quais por sua vez são muito bem coreografadas e filmada, com câmeras precisas combinadas a pontual utilização de efeitos especiais. Todos esses elementos combinados levam o espectador para dentro da luta, onde muitas vezes parecemos estar em um jogo no estilo “Assassin’s Creed”.

Taron Egerton e Jamie Foxx.

Apesar de um elenco experiente, este não surpreende em nada. O comediante Tim Minchin, é subaproveitado em um personagem mediano que deveria ser o alívio cômico da narrativa, mas que não cativa risadas. O humor fica por conta do próprio protagonista, interpretado por Taron Egerton, que apesar de se mostrar fisicamente muito bem preparado para o personagem, aparenta estar em uma versão medieval de seu personagem na franquia “Kingsman”. Não estamos dizendo que os personagens são iguais, mas que identificamos certas características de Gary Unwin em Robin-Hood. Quanto ao elenco de apoio, nem mesmo Jamie Foxx se salva.

Quem merece mesmo nossa atenção é a equipe de figurino, que assim como no longa “Coração de Cavaleiro” (2001), dá aos trajes medievais um corte mais contemporâneo, moderninho, que mesmo contrastando com o resto do período histórico, traz um tom revigorante ao filme, e também uma certa familiaridade estética para o público.

Outro aspecto “moderninho” da obra é a utilização de táticas de combate atuais nas lutas e demais cenas de ação, o que nos leva novamente aquela impressão de jogos de videogame de tiro e estratégia.

A narrativa é bastante linear com uma boa releitura de uma história mais que conhecida no mundo. Apesar disso, ainda carrega muitos clichês da tradicional saga do herói que tornam a trama um pouco previsível, além de um pouco repetitiva e alongada. Por isso o que se destaca na obra é apenas esse novo olhar e suas cenas de ação.

 

 

NOTA: 2,0  / 5,0

 

Carolina Villa
Carolina Villa
Apaixonada pelo Homem-Aranha e tudo que o envolva. Mas ama mesmo assistir filmes e séries de ficção científica das antigas repletos de efeitos toscos. Quanto mais trash melhor! Graduada em Cinema e Audiovisual na UFPE, e Publicidade e Propaganda na FBV (PE), vive em um poliamor com essas duas áreas.

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